Alguns anos foras do Rio Grande do Sul , faz qualquer gaúcho de verdade se tornar ainda mais gaúcho.
Nossas tradições são de uma beleza incomparável, nossa história nem se fala.
No final de semana que estivemos em Bento Gonçalves , assistimos a um show tradicionalista, nossa filha Paulista agora está apaixonada por música nativista, pode? kkk
Tenho que confessar que quando os cantores começaram a cantar a música " Eu sou do sul", me arrepiei .
Durante todos esses anos longes de casa, em várias cidades e estados deste país e por um tempinho no Reino Unido, procuramos viver ao máximo cada lugar que íamos. Fazer parte como o "povo" local só acrescenta bagagem, não podíamos viver de saudosismo, isto só dificultaria nossa estada naquele tempo por ali.
Mas nós e Ele, não conseguimos nos separar nunca.
Ele, o chimarão nosso de todo o dia, companheiro certo dos finais de dia e fins de semana, foi sempre nossa ligação com a "terra", nossa alma gaúcha ali naquela cuia representada.
Claro que ao desfilar em parques e praias com a cuia e a garrafa térmica, eramos alvos de olhares insistentemente curiosos.
Uma vez em São Paulo, no parque da Aclimação, uma turma de crianças nos cercou querendo saber o que era aquilo que tomávamos.
Em Vila Velha -ES , em um final de tarde no calçadão da Beira mar, um vendedor de picolé nos abordou perguntando se era "cachaça" que bebíamos ali.
E assim foram estes anos, sempre tentando explicar o que para nós significava aquele ritual do chimarão.
Mais do que o sabor do chá quente, bebido em pleno verão, acreditamos no que envolve este momento do chima.
Pelo menos na minha casa, quando jovem e solteira, era o momento que o pai estava em casa entre seus intervalos e no final do dia, momento para conversar e confraternizar.
Hoje não é diferente quando tomamos a dois ou com um grupo de amigos, confraternizar é a palavra.
Cada vez mais os jovens e as jovens aderem o hábito a esta tradição tão antiga no estado.
Indo aos parques podemos perceber isto.
E pensando na praticidade das" mateiras" que ajudam neste momento do chima, resolvi fazer uma modelagem baseada em mateiras em lona do mercado, trazendo para o mundo feminino do patchwork.
Testamos no finde e foi um sucesso, perfeita para presentear, usar e vender.
Então a novidade da semana é a Mateira em tecido da Cher tissu.
Apartir desta semana você pode :
_marcar aula para aprender( necessário 2 aulas)
ou
_comprar o projeto muito bem explicado por R$ 38,00
ou
- fazer no próximo sábado oficina da mateira ( 4 horas de duração, com o material já todo cortado) R$ 53,00. Das 9hs as 13hs
Cher Tissu
Av: Nova York 493
fone 3362-8449